Elogio do Silêncio

de Marc de Smedt 

Bertrand.pt - Elogio do Silêncio
Editor: Sinais de Fogo Publicações
Edição: abril de 2001
14,13€
Esgotado ou não disponível

"O silêncio é a cor das ocorrências da vida: pode ser ligeiro, denso, cinzento, alegre, venerável, aéreo, triste, desesperado, feliz. Colora-se de todas as infinitas tonalidades das nossas vidas... Se o escutarmos, o silêncio fala-nos e elucida-nos constantemente acerca do estado dos lugares e dos seres, acerca da textura e da qualidade das situações que enfrentamos. É o nosso companheiro íntimo, o âmago permanente do qual tudo se liberta.

Esta obra é uma meditação sobre esse elemento essencial e desprezado das nossas existências. Num mundo cada vez mais ruidoso, o valor do silêncio tem de ser redescoberto. Talvez o tenhamos esquecido, mas nós somos seres portadores de toda a sabedoria imemorial do silêncio.

Eis, expressa através de palavras, uma tentativa de viagem pelo não-dito. Que nada quer provar, mas apenas... sugerir."

Excertos

Origens: a palavra "silêncio" aparece na nossa língua no século XII, mais exactamente em 1190. Descende do latim silentium, e é portanto a sua tradução exacta. O francês arcaico empregava mesmo, à semelhança do latim silere, o verbo siler, que significava: calar-se. Hoje em dia encontramos, relacionado com ele, um adjectivo: silencioso, silenciosa; um advérbio: silenciosamente; e um curioso nome vindo também da antiguidade romana: silenciário, palavra que designa o oficial que fazia manter o silêncio entre os escravos e, por acréscimo, os religiosos que mantêm um longo silêncio, como os Trapistas e todos aqueles que se mantêm em silêncio durante longos períodos.

Silêncio: o primeiro sentido desta palavra, que tem como particularidade ser o único substantivo masculino que acaba em ence, em francês, é o estado de se calar, de permanecer mudo. A partir deste primeiro significado, foram inventados outros usos para a palavra. O Littré enumera nada menos que treze grupos, que se dividem em múltiplos subgrupos; definindo primeiro que tudo o estado de uma pessoa que se abstém de falar. "A rainha de Inglaterra dizia que os príncipes deviam manter o mesmo silêncio que os confessores e ter igual discrição", escreve Bossuet, que descreve três tipos: o silêncio de zelo, que deve ser usado para a concentração numa tarefa; o silêncio prudente, usado nas conversas; e o silêncio paciente, aplicado nas contradições. Pascal, por outro lado, privilegiava o silêncio perante Deus: "Devemos guardar silêncio tanto quanto pudermos, e alimentarmo-nos apenas de Deus, que sabemos ser a verdade", escreve ele nos Pensamentos, apesar de se contradizer algumas linhas à frente: "O silêncio é a maior perseguição, jamais os santos se calaram", o que é, aliás, falso.

Da mesma coleção

Conversas com Deus
15,00€
Sinais de Fogo Publicações
Deus
13,50€
Sinais de Fogo Publicações
Elogio do Silêncio
ISBN:
9789728541255
Ano de edição:
04-2001
Editor:
Sinais de Fogo Publicações
Idioma:
Português
Dimensões:
147 x 209 x 15 mm
Encadernação:
Capa mole
Páginas:
216
Tipo de Produto:
Livro
Coleção:
Outro Olhar
EAN:
9789728541255

Quem comprou também comprou

Como Falar, Como Ouvir
10%
portes grátis
17,45€ 15,71€
Alma dos Livros
Comunicar com Clareza e Confiança
10%
portes grátis
18,80€ 16,92€
Bertrand Editora
X
O QUE É O CHECKOUT EXPRESSO?

O ‘Checkout Expresso’ utiliza os seus dados habituais (morada e/ou forma de envio, meio de pagamento e dados de faturação) para que a sua compra seja muito mais rápida. Assim, não tem de os indicar de cada vez que fizer uma compra. Em qualquer altura, pode atualizar estes dados na sua ‘Área de Cliente’.

Para que lhe sobre mais tempo para as suas leituras.