Paliranto é um reino sem mapa e, precisamente por isso,
os historiadores nunca lhe deram, e ainda hoje não dão,
grande atenção. Não aparece nos mapas, mas o último
rei que nele houve, e que fez tristíssima figura, teve
direito a Crónica. Escreveu-a Pancreto, cronista-mor, e
ela aí está, publicada na íntegra à mistura com outros
relatos, sobre acontecimentos — dramáticos, cómicos,
misteriosos — ocorridos naquele mesmo período de
tempo.