Este livro apresenta um estudo sobre o museu de arte contemporânea, mais especificamente sobre a musealização
da arte contemporânea, abordando a musealização como um processo discursivo e reflexivo de (auto)afirmação e
reinvenção do museu; processo este construído em diálogo entre o museu e o seu próprio objeto, i.e., a arte
contemporânea que, seja pelas características dos seus materiais e processos, seja pela sua pluralidade de
momentos e práticas, problematiza funções e conceitos sistematicamente estabelecidos ao longo da história desta
instituição.
Assente na metodologia de Estudos de Caso, este estudo analisa três museus situados em Portugal e no
Brasil (o Museu do Chiado - Museu Nacional de Arte Contemporânea, em Lisboa, o Museu de Arte Contemporânea de
Serralves, na cidade do Porto, e o Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, em São Paulo),
inserindo-se na discussão sobre a identidade dos museus e refletindo criticamente sobre as ideias atuais e
subjacentes do que vem a ser um museu de arte contemporânea quando uma determinada instituição se manifesta
como tal.