Nesta monografia comprova-se que são os factores sociais (género, estado civil), económicos (ocupações) e culturais (códigos morais vigentes) os que mais condicionam as práticas violentas na região do termo do Porto. Por outro lado, percebe-se se a acção do Estado, com uma crescente influência no quotidiano dos indivíduos, fruto de uma forma própria de governar durante a segunda metade do século XVIII, condicionou as práticas de violência, nomeadamente através de alterações legislativas, organização judicial e práticas de vigilância. A pesquisa foi baseada num corpo documental constituído, maioritariamente, por escrituras de perdão de parte (pela ausência de processos judiciais para o período em estudo), legislação, correspondência da Intendência Geral da Polícia e do Ministério do Reino, além de outros fundos de origem municipal.