Esta obra pretende partilhar um perigoso diálogo na alma de um poeta com Mefistófeles, convidando o leitor a visitar o momento onde é presenteada a sedutora proposta que se tem afigurado irrecusável para a contemporaneidade.
Senhor - Está sujeito a errar enquanto luta o homem, por isso concedo esse desejo, não te soubesse eu tão voraz. Contudo haverá condição, aproxima-te não da vista, mas sim do coração. Fixai com pensamentos perduráveis o que flutua em vagas aparências, tens uma noite para recordar ao teu poeta as suas insuficiências.
Mefistófeles - Ora bem! Muito tempo não preciso, dessa condição feita não tenho eu receio, farei como sempre faço, entrarei num devaneio.