O discurso do 10 de Junho de João Miguel Tavares, em Portalegre, foi um dos mais marcantes da história do Dia de Portugal. Bateu recordes de partilhas nas redes sociais, tocou centenas de milhares de pessoas e promoveu debates acalorados durante várias semanas. Elogiado por muita gente, foi também atacado por vários intelectuais, que criticaram o populismo e a falta de currículo do seu autor. Não há memória de um outro 10 de Junho tão debatido e tão comentado.
Dêem-nos Alguma Coisa em Que Acreditar - O discurso 10 de Junho e outros textos reúne num só volume as duas intervenções e João Miguel Tavares durante as cerimónias do Dia de Portugal, adicionando vários artigos e entrevistas, além de um texto inédito sobre a história de dois discursos que puseram o país a pensar.
Reações ao discurso do 10 de junho de João Miguel Tavares
«Na conclusão do seu extraordinário discurso, o João Miguel Tavares deixou um desafio à classe política: que esta dê aos portugueses algo em que acreditar.»
Adolfo Mesquita Nunes, Visão
«O discurso de João Miguel Tavares tem muitas coisas com que se concordar e de que se discordar, suscitou um debate real sobre a sua relevância e ajuda-nos a pensar o momento em que o país está.»
Rui Tavares, Público
«Num discurso sentido, cheio de referências pessoais, que rompeu com a tradição de discursos enfadonhos no Dia de Portugal, [João Miguel Tavares] atacou sem grandes rodriguinhos aquilo a que chamou uma séria avaria no elevador social da nossa democracia. Dificilmente o tema podia ser mais importante e mais atual.»
Pedro Norton, Visão
«Como acontece com todo o discurso baseado numa ideia meritocrática que não passe da enunciação genérica do valor da igualdade de oportunidades, subscrevo tudo o que foi dito por João Miguel Tavares. Eu e quase toda a gente.»
Daniel Oliveira, Expresso
«Há momentos da minha vida em que eu me sinto pedante; não consigo evitar.»
José Pacheco Pereira, Circulatura do Quadrado, TVI24
«Essa ideia de chamar o homem comum [para discursar no 10 de Junho] a mim já me parece mal. Então chamassem o padeiro de Portalegre.»
Inês Pedrosa, O Último Apaga a Luz, RTP3