E já mesmo no fim, deixo um breve poema de três versos, que irrompem de repente, como se o inconsciente nos falasse assim, muito de súbito, "no avesso da memória" ou nesse lugar desconhecido de nós próprios onde só a poesia nos consegue ainda dizer alguma coisa:
Raparigas bravias ociosamente
De súbito no avesso da memória
Que esplende no desejo que não le
Fernando Pinto do Amaral [do "Prefácio"]