Como corolário de uma tradição religiosa que superlativou o homem como ser imortal, destinado à salvação e à ressurreição, distinguindo-o de todas as outras criaturas terrenas, a nossa civilização despreza os animais e trata-os com uma crueldade inenarrável em nome da economia, da ciência ou do espectáculo.
Esta breve mas profunda reflexão sobre a condição dos seres ditos «irracionais» é simultaneamente um manifesto em defesa dos seus direitos e uma busca dos laços que unem os homens aos animais, resultando numa visão renovada da própria espiritualidade humana.
De Eugen Drewermann é já conhecida no nosso país a obra Funcionários de Deus.