Tem a ambição de uma proposta paradigmática, surgente da preocupação antropológica da actualidade médica, e supõe a redescoberta ontológica da qualidade que permite retomar o diálogo interrompido, há muito, no Ocidente, quando se calaram e depois calaram os filósofos gregos.
Naturaliza, então, os pensamentos de Max Planck, Einstein e Freud, que geralmente continuam reservados, há um século, para raros iniciados e tão só como propostas, na tentativa de evitar as reposições da dialéctica da teoria e da prática, na consciência da estrutura comungante de toda a cognição.
Interessa, naturalmente, a quantos se angustiam no mundo fechado da ciência oficiante que impudicamente sustenta o poder, e sentem ser necessário recuperar a substantividade que ora cursa clandestinamente na fenomenologia da realidade social encadeada pela informação sem sujeito, lançada vertiginosamente no consumo sem sentido.
Interessa também a quantos acreditem que continua a ser possível o exercício ubíquo da medicina humana e, por isso, lhes repugne a utilização de expedientes ditos de humanização.
Pode interessar, ainda, a quem pretenda crescer na responsável aventura do pensamento médico, e se não dê com a oferecida segurança protocolada na sombra do já feito.