Situados na Ilha da Madeira, a 20 de Fevereiro de 2010, estes contos têm, por dentro, uma ribeira de esperança a enganar a morte. São histórias inventadas da História verdadeira desse dia em que rebentaram as águas às montanhas e a lama desceu, encosta abaixo, até ao mar.
"e ela queria viver, queria muito viver para chegar a tempo. Tinha de criar novas asas. Inventou-as de terra mas caiu. Eram demasiado pesadas para subir a água. Inventou-as de vento e de marés e de uma fé desesperada mas caiu. Inventou-as de esperanças e de amor. Inventou-as do sal das lágrimas. Caiu muitas vezes, mas de todas as quedas se levantou, mais terra, mais forte, mais chão, mais coragem."