Sobre este volume de contos de António Manuel Venda, publicados originalmente em 2014, o escritor Eduardo Jorge Duarte refere: «Só é possível cartografar o que se não quer perder. E é isso que o autor nos oferece em ‘Contos Municipais’.
Movendo-se com naturalidade no território do fantástico, sem demasiadas distinções com o hemisfério concreto da realidade, faz-nos achar perdidos nas malhas indecifráveis da sua criatividade e dá-nos algo de novo, mas que só poderia ser ele a dar assinando-o com o estilo inventivo, inconfundível e peculiar que o caracteriza.
Numa palavra, dá uma oportunidade de possibilidade ao impossível, dá sentido ao improvável e ao absurdo, mostrando que por vezes o sentido único de certas coisas é justamente não possuírem sentido nenhum.
O resultado disto é que saímos deste livro com uma sensação extasiada de espanto total, como num sonho.