Na sua curta mas marcante carreira, Robert E. Howard
criou sozinho o género que ficaria conhecido como
fantasia heróica e trouxe à vida uma das personagens
mais marcantes da literatura fantástica: Conan, o cimério
— bárbaro, ladrão, pirata, rei.
Quem conhece Conan apenas dos filmes ou da banda
desenhada vai ficar surpreendido. Os contos de Howard,
escritos na década de trinta do século XX, são verdadeiros
hinos à aventura, ao exotismo, cheios de vida,
enredos rápidos e caracterizações subtis e credíveis.
Não será exagero dizer que Robert E. Howard está para
a literatura fantástica como Dashiell Hammett está para
os policiais. Não só deu novo vigor a um género, como
mostrou um caminho para o desenvolvimento das suas
possibilidades.