Falar de documentação jurídica significa ainda em Portugal, não obstante alguns progressos verificados, ocupar-se de um tema pouco respeitado.
É algo que "tem de se", um mal necessário à reflexão intelectual, tarefa primária da actividade do jurista.
O jurista trabalha com as fontes do Direito, reflecte sobre elas, procura o melhor entendimento da lei, verifica a orientação da jurisprudência, apura as perspectivas da doutrina.
Contudo, falar no acesso às fontes de direito, é discorrer necessariamente sobre documentação jurídica.
A quantidade da reflexão operada está estreitamente ligada aos atributos da informação jurídica subjacente, o mesmo é dizer, encontra-se dependente da valia da documentação jurídica consultada.