Será que nós podemos aceitar o desaparecimento dos nossos entes queridos e tudo o que a estes está associado: a sua presença física, os seus hábitos, as memórias que temos em comum?
Tenha a certeza disso. Há uma enorme esperança, há uma nova disponibilidade, uma nova cumplicidade, uma nova intimidade que pode marcar a sua vida. E eis que o defunto passa a ser o seu confidente e uma presença atenta e protectora.
É desta forma que se unem as manifestações geradas pelos defuntos e as que são procuradas pelos que estão vivos. As invocações, um pedido a um médium, o tabuleiro Ouijá, a escrita automática, a transcomunicação, as conversas com as aparições, tudo é possível…
Por fim, tudo se transforma, nada se perde. A abolição do espaço e do tempo, as novas teorias relativas à matéria, a realidade da ubiquidade permitem-nos compreender melhor como se realiza este diálogo entre os vivos e os mortos. Porque a separação só é uma realidade para a nossa limitada consciência de mortais.