Numa tarde de verão no Sábado 4 de Julho de 1914, depois do assassinato do príncipe Francisco Fernando e antes da invasão da Sérvia pela Áustria, James M. Barrie, o criador do Peter Pan, leva os amigos para uma tarde numa quinta dos arredores de Londres para experimentarem uma máquina nova que chegara da América e que permitia verem-se numa tela, no que havia demarcar todo o nascente século XX: o cinema.
Como operador ia o encenador do Teatro Nacional de Londres, Harley Granville Barker, um jovem milionário aristocrata, Lord Howard de Walden, Thomas Evelyn Ellis, financiava a operação e a competição principal decorria entre os inseparáveis amigos inimigos George Bernard Shaw e Gilbert Keith Chesterton, que o olhar discreto do crítico William Archer vigiava.
Dois anos mais tarde, em 9 de Junho de 1916, o filme de cowboys então feito é exibido no London Coliseum numa matiné de caridade em favor do War Hospital, animada pela actriz Irene Vanbrugh a que terá assistido H. G. Wells, que antes faltara à chamada.
O filme Como Amam os Homens considera-se hoje perdido, mas exprimia uma vontade bélica que já ia arrefecendo. Wells, como o Mr. Britling do romance que acabava de publicar, começava enfim a ver claro.