Adão Reinventado tenta concretizar num dispositivo dramático o desafio de Kierkegaard em O Conceito de Ironia Constantemente Referido a Sócrates, fazendo confluir no retrato do pensador grego proposto em As Nuvens, de Aristófanes, o outro mais divulgado através dos textos filosóficos de Platão, num efeito binocular que põe em perspectiva um jogo de espelhos e paradoxos que, através de Adão e Caim, convocados do paraíso bíblico judaico-cristão,
Aristófanes e Sócrates, identificados na cultura grega, e Raciocínio Justo e Raciocínio Injusto, de forma mais abstrata, procura o conhecimento e o saber, e o que significa pensar, ou o que a palavra pode decifrar e mesmo assim permanece escondido, Temas muito oportunos nestes tempos que parecem ser do(s) princípio(s) ou do fim do mundo onde a verdade absoluta se parece misturar com a incerteza criadora.