A palavra castidade pode parecer intimidante, qual rajada de vento frio vinda de tempos passados. Mas saberemos o que ela significa realmente? Não designa uma negação do sexo. Nem tão-pouco equivale a celibato. Num tempo em que a religião está em declínio no mundo ocidental e em que os sentidos humanos parecem, muitas vezes, entregar-se ao desgoverno, Dom Erik Varden mostra que a castidade, a orientação unificada dos sentidos, é uma qualidade apreciável que dá beleza à humanidade.
Os termos-chave neste contexto são sexualidade e integridade. Ser sexual é existir num estado de incompletude, que anseia por uma restauração. a plenitude aponta para um abraço curativo que desejamos profundamente. Na linguagem bíblica, a castidade depende da simplicidade do olhar. Tornar-se casto é deixar de ser dilacerado por paixões e desejos, passando a vê-los reconciliados, realizados.
Assim, através de tensões criativas entre o corpo e o espírito, o masculino e o feminino, a ordem e a desordem, a paixão e a morte, alcançamos uma nova forma de integridade. o presente texto de Dom Erik Varden é enriquecido por um leque alargado de referências às Escrituras, à literatura, à música, à pintura e à escultura.