Restantes autores: Eduardo Cintra Torres, Joaquim Fidalgo, Hália Costa Santos Madalena Oliveira, Sandra Marinho, Sara Moutinho, Felisbela Lopes e Luís António Santos.
A crise do jornalismo, tão decantada nos últimos anos, é uma crise de morte, ou é antes de renovação e de crescimento? A pergunta está no centro das reflexões e análises deste volume, concebido e produzido no quadro das actividades do projecto Mediascópio, do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho.
Nesta obra, o leitor terá oportunidade de se confrontar com casos que assumem uma particular característica: neles e através deles, foi o próprio jornalismo que se tornou notícia. E nem sempre pelas melhores razões. Os casos em análise configuram três tipos de situações: os mega-acontecimentos, de cunho trágico e traumático, que a cobertura mediática amplia, enquadra, reconstrói e significa; os escândalos relacionados com práticas de jornalistas que põem em causa as instituições jornalísticas e o próprio jornalismo; e os processos extra-jornalísticos, com efeitos reais ou imputados mais ou menos devastadores no campo jornalístico e no modo de fazer jornalismo.