Na casa da Janus, cabe o passado, o presente e o futuro. no passado inventou-se a sociedade, descobriu-se a consciência, percebeu-se a finitude, fundou-se a civilização. no presente temos o paradoxo de que a história do passado não legitima o presente e não garante o futuro. E Janus olha compassivamente a circunstância, em que o elo da continuidade, possui quebras que geram roturas de paradigmas, sobre as quais acontecem as revoluções. Tudo fica como está, não ficando nada como era.
Assistimos a um presente novo de um futuro, que Janus já conhece. e nele, aguarda-nos porque sabe que lá chegaremos de todo e qualquer modo. É um tempo novo que se avizinha. a arquitetura tem sido participativa, desde o começo da história, na construção deste discurso, sucessivamente disruptivo e distópico, na construção de uma utopia, sucessivamente desejada, mesmo que à custa de grandes clivagens.
De novo a arquitetura vai encontrar formas e modos de dar corpo à sociedade que se avizinha, menos analógica, aparentemente mais digital, mais fragmentada e desigual, incapaz de resolver os problemas que a atormentam desde sempre, mas que inevitavelmente a empurram para esse futuro que Janus já definiu como aquele que merecemos. E a casa de Janus é uma forma eloquente de Arquitetura.