Ao longo de cinco anos, um aluno interno num colégio
no Minho escreve 63 cartas a um amigo imaginário
(imaginário?), através das quais relata um conjunto de
sentimentos, desabafos e peripécias.
O jovem adolescente confidencia todo o sofrimento
e angústias que sente ao viver num meio distante da
família e privado de afeto, mas repleto de queixas, dores
e clausura.
É através das cartas que o leitor se apercebe do contexto
de violência física e psicológica, perante a indiferença dos
professores, pais e comunidade.
O autor quis, deste modo, revelar e não deixar no
esquecimento uma realidade que a história da educação
não tem valorizado suficientemente: a vida nestas
instituições de ensino e educação nos anos sessenta, em
Portugal.