Henrique Madeira, o poeta nómada, poeta-navegante, revisita nas asas de um verso, por mão própria, os lugares da palavra anónima, indizível, reconfigurada de vozes, de muitas vozes e dos signos sulcados na face da Terra, reconquistando uma a uma, contra ventos transviados, as inumeráveis lembranças da Ilha distante - a desejada Ítaca que ainda preserva os corpos insaciados e a esperança.