Paulo Almeida Fernandes (Lisboa, 1974) é doutor em História da Arte (2017) pela Universidade de Coimbra, com a tese Matéria das Astúrias. Ritmos e realizações da expansão asturiano-leonesa no ocidente peninsular. Séculos VIII-X. É mestre em Arte, Património e Restauro (2003) e licenciado em História, variante de História da Arte (1998) pela Universidade de Lisboa.
Membro integrado do Centro de Estudos em Arqueologia, Artes e Ciências do Património (Universidade de Coimbra) e colaborador do Instituto de Estudos Medievais (Universidade Nova de Lisboa), a sua investigação tem-se centrado no impacto do culto a Santiago em Portugal, na História da Arte na Alta Idade Média e na história de Lisboa. Sobre este último assunto, cocomissariou, no último ano, a exposição Convivência(s). Lisboa Plural. 1147-1910 (catálogo editado pelo Museu de Lisboa, 2019). É ainda autor de cerca de 50 títulos sobre aspetos da história da capital portuguesa, de que os mais recentes são: "São Vicente: pequena história de uma Lisboa desaparecida", Vicente. Símbolo de Lisboa. Mito contemporâneo (Theya, 2019), "Sinais de vitalidade cristã sob domínio islâmico: a diocese moçárabe", Bispos e Arcebispos de Lisboa (Horizonte, 2018) e Testemunhos da Escravatura. A memória africana no Museu de Lisboa (Museu de Lisboa, 2017).
Foi relator da candidatura dos Caminhos Portugueses de Peregrinação a Santiago de Compostela à lista indicativa apresentada por Portugal à UNESCO (2015) e assessor científico do programa de valorização cultural e turística do Caminho de Santiago – Caminho de Torres (2017-2020).(...)