Cadernos do Subterrâneo

de Fiódor Dostoiévski 

Bertrand.pt - Cadernos do Subterrâneo
Opinião dos livreiros
(1)
Editor: Assírio & Alvim
Edição: dezembro de 2000
12,00€

Um dos maiores escritores russos, autor de algumas das mais conhecidas obras da literatura mundial, Fiódor Dostoiévski, surge em português numa nova tradução, agora directamente do original russo, de "Cadernos do Subterrâneo", uma das obras mais perturbadoras do seu universo, escrita antes de "Crime e Castigo", e no dizer de George Steiner um dos textos mais marcantes, em termos formais, para a modernidade literária..

"Cadernos do Subterrâneo" foi publicado pela primeira vez numa revista, em 1864, e tem duas partes: a primeira("O Subterrâneo"), é um longo e violento monólogo "teatral" onde o narrador se apresenta como um homem doente, mau e repulsivo, sendo ao mesmo tempo censor e vítima, humilhado e ofendido, humilhando-se cada vez mais, até à degradação; na segunda parte ("Por Motivo da Neve Húmida"), é o herói que é colocado em acção e confronta o seu ego diminuído com as franjas da sociedade que vai encontrando.

" "Estranho, áspero e louco", assim definiu Dostoiévki o tom de "Cadernos do Subterrâneo", uma das obras mais perturbantes de sempre, destinada a deixar marcas e a semear ecos no tempo. (...)
" A tradução (de Nina e Filipe Guerra) agora proposta tenta ser "o mais próxima possível do original russo". O autor escrevia a uma velocidade impressionante, ameaçado por prazos e dificuldades económicas, aterrorizado pela censura. Chegava mesmo a não ter tempo para rever o texto que ditava à dactilógrafa. A sua prosa é muitas vezes descuidada e contraditória, prevalecendo a força dramática sobre o formalismo linguístico. Nina Guerra e Filipe Guerra tentam apresentar ao leitor português a linguagem crua e tensa de Dostoiévki, ao contrário de muitas traduções francesas que pretendem retocar literariamente os deslizes de um estilo rápido e sincopado. "Cadernos do Subterrâneo", na sua vertiginosa espiral dramática, é um excelente exemplo dessa força."
Clara Rowland, Público, suplemento "Mil Folhas"

  • Humilhação
    Carlos Rosa. Gerente, Bertrand Cascaishopping | 16-05-2019

    "Sou um homem doente... Sou um homem mau." É desta forma que começa um dos mais importantes (e também esquecidos) livros de Dostoiévski. Nele podemos assistir à decadência do ser humano nos labirintos da pobreza, da miséria sem nunca perder a esperança de um dia de lá sair. A liberdade, essa nunca terá um preço...

Cadernos do Subterrâneo
ISBN:
978-972-37-0621-5
Ano de edição:
12-2000
Editor:
Assírio & Alvim
Idioma:
Português
Dimensões:
135 x 210 x 13 mm
Encadernação:
Capa mole
Páginas:
192
Tipo de Produto:
Livro
EAN:
9789723706215
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