«Escrevo generosidade para sublinhar a nobreza da vontade do José Saúde em partilhar connosco muitas e muitas das pequenas histórias que fazem a grande história do desporto regional, perpetuando-as, depois de as resgatar do baú do esquecimento. Sem esta Bola de Trapos, quem é que se lembraria, por exemplo, da mudança de sede do Luso de Beja para o "antigo casino da Vista Alegre" na Rua do Sembrano, ou da fundação do Aldenovense Foot-Ball Clube, há coisa de 100 anos, por "um grupo de rapazes, todos estudantes e comandados por José Morais Louro"? (...) Além de generosidade e de abnegação, sublinhei também a paixão com que o José Saúde escreveu o conjunto destas crónicas. É que o autor não veste o fato cinzento de historiador, não nos deixa apenas um relato científico, distante, conceptualizado sobre as temáticas que aborda, o que já não seria pouco. Em muitos destes textos, fala-nos sobre as suas próprias vivências, os amigos, as recordações da infância ou da adolescência pois, conforme escreve, "recordar é viver e nós lá vamos refrescando fantasias onde se escondem encantadoras histórias que tendem a cair no limbo do esquecimento".»
Luís Godinho, ex-diretor do Diário do Alentejo