Suportada por um texto que evidencia elevado rigor técnico e científico e por uma notável
riqueza informativa, resultante nomeadamente do uso que os autores fizeram dos
«sistemas de informação geográfica», esta obra ultrapassa em muito as fronteiras da história
e da ciência. Questionando, do ponto de vista da sustentabilidade ambiental e das
boas práticas do ordenamento do território, o impacto de alguns projetos urbanísticos
implantados ou previstos — como, por exemplo, a construção de um cais de acostagem
para navios de cruzeiro e a criação de uma nova marina —, ela é também, no fundo, um
instrumento de intervenção cívica.