Afirma-se com frequência que na escola se avalia demasiado. Pelo contrário, é necessário explicar que no ensino que temos se testa muito e se avalia pouco. Porque a avaliação implica sempre aprendizagem e nasce do desejo de conhecer. Pelo contrário, com os testes confirmamos o saber ou a ignorância, mas como professores ou alunos aprendemos pouco.
Exercida como actividade ao serviço do conhecimento, a avaliação tem de desempenhar uma importante função formativa nos processos de aprendizagem. Mas a avaliação não se limita aos testes, aqueles exercícios de aprendizagem que se transformam em instrumentos de segregação e em muitos casos dão origem à exclusão.
A preocupação com a acção ética da avaliação, mais do que com a sua objectividade, é a garantia de que esta estará ao serviço daqueles que aprendem: tanto do professor, que quer desenvolver o seu saber-fazer docente, como do aluno, que tem de assegurar uma aprendizagem que lhe abra as portas da inclusão e participação nos bens culturais e científicos.
Temos de acabar com a ideia de que a escola é um órgão de controlo social e lutar para que a sua função seja a promoção do conhecimento e daqueles que a frequentam.