Na liturgia da memória cada crónica é como uma oração pois junta de novo tudo o que a morte separou.
Tal como o crente que vai unir pelas palavras ditas devagar o seu pequeno mundo ao grande mundo do seu Deus, o Autor organiza com minúcia paciente, humor subtil e ternura derramada os três lugares do seu mundo (Algarve, Lisboa e Pereiros) num inventário sentimental rigoroso como uma contabilidade particular.
Cada rubrica, conta e cada parcela tem aqui o seu conteúdo total e nada fica de fora.