(...) Numa sociedade que procura a sua identidade numa entrega cada vez mais obsessiva ao paradigma comunicacional, o itenerário que traçamos é o responder o melhor que pudermos à inquietação de sabermos o que é que se passa hoje entre nós, nas conversas diárias, nos gestos da convivialidade, na projecção colectiva de espaços, imagens e figuras, nas formas de vestir, ornamentar e modelar os corpos, nas narrativas míticas que os media não se cansam de ampliar, nas interações formais e informais dos contextos organizacionais, na multiplicidade dos entrançados de redes de infomação movidas pela electrónica e pela informática, enfim, nas sinalizações das ruas, casas, praças e jardins.