O escritor suíço Max Frisch [1911- 1991] é, sem
dúvida, um dos ícones da literatura de
expressão alemã dos anos 50. A sua obra, que
no período coincidente com a ascensão do
nazismo e com a 2.ª Guerra Mundial se revela
desligada de qualquer comprometimento
político, concentra-se, a partir do final dos
anos 40, na questão do papel que cabe ao ser
humano, esmagado pela culpa e pelas
pressões do poder.