Este estudo sobre a obra de António Ramos Rosa procura pensar e desenvolver o conceito de poesia como fábula proposto ao longo de toda a obra do poeta de O Grito Claro, nas suas múltiplas vertentes: quer na cumplicidade com o mito enquanto voz das origens de um paraíso perdido, que na relação com o Aberto, tal como Rike o propõe, quer sobretudo entendida como alteridade/espaço de diálogo com outros poetas, não apenas de língua portuguesa, mas também francófonos, espanhoís e hispno-americanos.