Imagine-se em Angola, imediatamente após o 25 de Abril. O cenário é o de
um país abandonado pelos portugueses e mergulhado num caos de
oportunistas e espiões vindos de todo o mundo. De empresas que apenas
servem de fachada, a mercenários e diplomatas de grandes potências mundiais,
todos interessados em retirar o seu quinhão de petróleo e diamantes.
É neste ambiente de cortar à faca que vamos encontrar Ted Cassidy, um
assassino sádico que tem prazer em infligir a morte; Fernando Raposo, um
ex-agente da PIDE que, apesar do ar inofensivo, é um exímio torcionário;
Malko, um agente da CIA que veio substituir um colega, morto às mãos de
Cassidy, na tentativa de roubar uma carta de Savimbi; Belmiro Chiral, um
assassino do MPLA, com a cabeça a prémio; Rosa, uma brasileira
ninfomaníaca, e a jovem Graziella Lobito, chefe de um grupo revolucionário
que pretende ficar à frente dos destinos de Angola. Um ponto comum a todas
estas personagens: o bar Trópico, onde todos se encontram, fingindo nunca
saber quem é quem.