Júlio e Julieta conhecem-se no liceu em Beja, namoram, casam e mudam-se para Lisboa. Anos mais tarde, ficam sós, quando os filhos partem para estudar noutras cidades. A crise dos bancos de dois mil e oito vai abalar os alicerces do casamento quando Júlio vai trabalhar para Inglaterra. Julieta separa-se e entra numa espiral destrutiva. A justiça portuguesa alheada da realidade, dita sentenças aleatórias que vão levar à morte de Julieta. Dona Dulcinha, juntamente com um sem-abrigo tornam-se os melhores amigos de Júlio.
A desregulação precipitada de alojamento local e a compra da cidade de Lisboa por estrangeiros vai dar um toque de desumanidade a uma cidade, virada para o turismo, fechando todos os caminhos aos moradores mais antigos. Um amor incondicional, uma (in)justiça cada vez mais assente em leis incompreensíveis, vai ajudar a ceifar três vidas numa cidade descaracterizada, num país de brandos costumes em relação à violência doméstica.