Apresenta-se um trabalho de pesquisa sobre as raízes da parte paterna de Amália Rodrigues, que remontam ao século XVI, no concelho de Oleiros, depressa passando a sucessão familiar para o concelho de Castelo Branco, depois para a cidade, através de fontes originais de estudo genealógico. Também é apresentada a sua genealogia materna, no concelho do Fundão. Por estudo bibliográfico demonstra-se o ano e local onde ela nasceu e analisa-se seu registo de nascimento em Lisboa.
Descreve-se a pesquisa histórica para a descoberta da casa onde nasceu o pai de Amália em Castelo Branco e o resultado a que se chegou, graças à consulta de documentação de arquivos públicos. Reproduzem-se e transcrevem-se documentos antigos. Fotografias dos locais feitas pelo Autor. Trata também da história da passagem desta família Rodrigues para o Fundão. No Fundão fez-se pesquisa documental, entrevistas a familiares e a uma senhora de cento e cinco anos de idade, identificaram-se e foram fotografados locais, obtendo-se informação inédita que enriqueceu o conhecimento sobre a grande Artista do Fado.
Provavelmente o sentimento de infelicidade permanente, que manifestou ainda sofrer na entrevista de 1973, tem a ver com todas as vicissitudes da infância e acontecimentos adversos depois de ter começado a cantar o fado. (…) face a todo o tempo de infância e juventude que viveu em Lisboa, a aprendizagem escolar nessa cidade, a vivência na época dos modestos trabalhos que aí teve na adolescência (bordadeira, operária de uma fábrica de chocolates e outros), para além da posterior brilhante carreira de fadista, com passagens fugazes pelo Fundão, fizeram dela uma lisboeta, de rara inteligência e grande valor…