Os regimes autoritários estão sempre presentes, mas nunca eternamente. A nível global parecem estar permanentemente connosco, mas, enquanto unidades individuais, eles surgem e desintegram-se.
Até há muito pouco tempo a desintegração dos regimes autoritários recebia da parte dos intelectuais uma menor atenção do que merecia… Toda esta situação se alterou…
A abordagem comparativa dos processos políticos da Europa do Sul é uma via privilegiada para a revisão crítica das teorias sobre a mudança de regimes.
Temas como o colapso da democracia, a classificação dos regimes ditatoriais ou os dilemas da transição e consolidação democráticas são aqui reexaminados a partir do papel que, por exemplo, o cidadão comum, as elites e as reformas económicas desempenharam nas histórias contemporâneas de Portugal, Espanha, Grécia e Itália.