Relendo A Organização do "Objecto" e os Primeiros Meses da Vida da Criança, quase quarenta anos após a sua publicação, veio-me reiteradamente à memória o nome de uma obra já clássica da chamada literatura épico-fantástica e que em Portugal foi traduzida do original alemão com o título de A História Interminável. Trata-se, aparentemente, de uma ligação bizarra porque nada permite encontrar conexões entre os conteúdos onírico-fantasiosos urdidos na fábula de Michael Ende e o exigente exercício de racionalidade científica que o livro de Isolina Borges descreve com rigorosa circunspeção crítica