Daniel Dias quase consegue pensar com o coração. A dor que deveras sentiu Pessoa e que o trespassou ao longo de toda a sua obra é a candura com que Daniel Dias pinta o retrato de todas as mães (e das outras mulheres sábias) traduzida em paráfrases poetizadas, um outro texto-base de narrativa interior não intelectualizado, mas sempre epistemológico e, sobretudo, ontológico pela essência pura do ser.
A mulher é o epicentro de um sismo que jorra sentimentos e sensações. E onde se prova que ser mulher-mãe é o patamar terreno mais próximo da divindade.