Como Vergílio, Daniel Dias cultiva a estética da palavra, envolvendo e embalando o leitor numa sinfonia de paráfrases e metáforas, onde a díegese passa para plano secundário. Mas a história está lá. As personagens são amplamente modeladas, com virtude e paciência de oleiro, deixando transparecer o que de melhor e de pior existe na essência humana.
Os atores e outras histórias apresentam-se como um longo poema, que geram cumplicidade. Por vezes contemplativa, outras de euforia catártica.
É literatura. É arte. É a palavra na sua forma mais bela.