Num livro que é uma declaração de amor ao grego antigo e - mais - à mundivisão
que este enforma, Andrea Marcolongo contagia-nos com o seu entusiasmo, o seu humor
e a sua forma peculiar de nos transmitir conceitos entrelaçados com a literatura clássica e
as vivências quotidianas actuais. Lendo este livro, compreende-se o sucesso retumbante
que tem conhecido em todos os países onde foi traduzido e publicado, apesar da aparente
estranheza do seu tema.
O grego antigo era um modo de ver o mundo, um modo ainda e sobretudo hoje, útil
e genial.
Neste livro, mais do que lições linguísticas, a autora dá-nos lições de vida através de
uma língua, infelizmente, morta.
«O grego antigo ligava pouco ou nada ao tempo. Os Gregos exprimiam-se de uma
maneira que considerava o efeito das acções sobre os falantes. Eles, livres, perguntavam-se
sempre como. Nós, prisioneiros, perguntamo-nos sempre quando.»