Quando olhamos para o mundo dos nossos dias, não estamos a assistir a uma simples rearrumação de coisas, a ajustamentos conjunturais ou mesmo estruturais. Nem sequer a um período, mais ou menos conturbado, de mudanças nas relações de forças internacionais que, a mais breve ou a longo prazo, se irão traduzir em novos equilíbrios, mantendo no essencial as dinâmicas anteriores.
Mais do que estarmos em presença de um mundo em mudança, talvez estejamos a viver uma mudança de mundo, com novas qualidades a emergir: das quais conseguimos vislumbrar algumas manifestações, mas cujo desfecho final é difícil ainda de antecipar, dada a incerteza que sempre estará presente nestas transformações qualitativas da sociedade.