Quem serve a democracia e quem dela se serve?
A "palavra" democracia já não divide, mas a "coisa" provoca interpretações opostas, como não sucedia desde os tempos da guerra-fria. O processo de Jesus Cristo, se observado com novas luzes, é também neste sentido exemplar. De facto, no momento do apelo ao povo, que deve decidir entre Cristo e Barrabás, parece delinear-se um verdadeiro procedimento democrático.
Neste livro, o autor reconstrói aquele processo como emblema das contradições próprias do nosso tempo, mas avança também uma proposta e uma hipótese, a da democracia crítica.