A Crise do Islão procura analisar as raízes do declínio civilizacional islâmico e identificar os factores que, no início de um novo século, contribuem para que muitos dos territórios muçulmanos não sejam mais as regiões de luz e de progresso que foram noutras fases da história da humanidade, mas zonas de inquietante obscurantismo, onde predomina um penoso eclipse em matérias de desenvolvimento social, económico, tecnológico, científico, artístico e humano.
Ciente das dificuldades inerentes ao estudo de um tema sensível e com implicações políticas inegáveis, A Crise no Islão sugere que os complexos problemas que hoje são confrontados pelo Islamismo estão intimamente associados a aspectos como o estado do desenvolvimento humano e económico, a gestão política interna dos estados, o posicionamento estratégico do Ocidente face aos países muçulmanos, os direitos das mulheres, a qualidade da vida cultural e o relacionamento entre a doutrina e o exercício do poder político.
Na visão do autor, Francisco Gomes, uma consideração objectiva e atenta destas dinâmicas pode ajudar a perceber de forma mais coerente o afastamento entre as terras do crescente fértil e as correntes da modernidade, formando uma base mais sólida para que o atraso civilizacional que hoje amarra o Islão possa ser ultrapassado.