Um repositório de argumentos inovadores, de propostas polémicas e de ideias fortes e incisivas.
Neste pequeno livro cultiva-se uma perspectiva optimista quanto ao nosso futuro comum e ao papel que nele a China poderá desempenhar.
Acima de tudo, a China constitui para nós, ocidentais, uma oportunidade de redenção, por nos obrigar a adoptar mudanças drásticas de comportamento.
Mas o desejo que os chineses legitimamente alimentam de alcançar um nível de desenvolvimento económico semelhante ao dos países ricos do Ocidente não configurará, ao mesmo tempo, uma ameaça iminente, na óptica da sustentabilidade ambiental e da estabilidade económica à escala planetária?
Dentro de pouco tempo, pressionados pela crise dos recursos naturais, Ocidente e Oriente encontrar-se-ão de olhos nos olhos, de igual para igual. Será que deste «encontro com o outro» resultará uma nova ordem internacional, equilibrada e pacífica, com a China assumindo o estatuto de superpotência dominante?
E o que poderão os portugueses fazer a respeito de tudo isto? Serão os países lusófonos um antigo império à deriva, sem liderança, mas com uma enorme disponibilidade em recursos naturais ou biocapacidade, que a China paulatinamente cativa e conquista?