Bertrand.pt - A China Obriga-nos a Mudar

A China Obriga-nos a Mudar

Uma chave para a eco-globalização

de Carlos Frescata 

Editor: Esfera do Caos
Edição ou reimpressão: junho de 2008
12,90€
Esgotado ou não disponível.

Um repositório de argumentos inovadores, de propostas polémicas e de ideias fortes e incisivas.

Neste pequeno livro cultiva-se uma perspectiva optimista quanto ao nosso futuro comum e ao papel que nele a China poderá desempenhar.
Acima de tudo, a China constitui para nós, ocidentais, uma oportunidade de redenção, por nos obrigar a adoptar mudanças drásticas de comportamento. Mas o desejo que os chineses legitimamente alimentam de alcançar um nível de desenvolvimento económico semelhante ao dos países ricos do Ocidente não configurará, ao mesmo tempo, uma ameaça iminente, na óptica da sustentabilidade ambiental e da estabilidade económica à escala planetária?
Dentro de pouco tempo, pressionados pela crise dos recursos naturais, Ocidente e Oriente encontrar-se-ão de olhos nos olhos, de igual para igual. Será que deste «encontro com o outro» resultará uma nova ordem internacional, equilibrada e pacífica, com a China assumindo o estatuto de superpotência dominante?
E o que poderão os portugueses fazer a respeito de tudo isto? Serão os países lusófonos um antigo império à deriva, sem liderança, mas com uma enorme disponibilidade em recursos naturais ou biocapacidade, que a China paulatinamente cativa e conquista?

Excertos
1. Impacto da China no ambiente planetário

Em 1978 inicia-se a grande revolução global

Finalmente, com o crescimento constante da economia chinesa, mas também da indiana, o Ocidente começa a sentir que existem limites, sem margem para dúvidas, ao modelo de sociedade de consumo por ele fundado.
Em consequência dos choques petrolíferos do último quartel do século XX, nomeadamente do primeiro - o "choque petrolífero de 1973" -, o despontar da consciência ecologista ocidental recebeu um forte incentivo. Esta tomada de consciência teve início com os movimentos contestatários de finais da década de 1960. Foi ela que originou um movimento social que chegou até a envolver-se na disputa pelo poder político, com a emergência de partidos Verdes na Alemanha e em França, e de figuras políticas mediáticas, como o democrata norte-americano Al Gore.
Contudo, os anos têm passado e os recursos naturais não se esgotam, parecendo a todos ("ecologistas" incluídos) que todo o alarme gerado talvez não passe, afinal, de um exagero, útil para ambições de protagonismo individual.
A opinião pública ocidental estava alheia à gigantesca revolução económica no Extremo-Oriente. Em Dezembro de 1978, Deng Xiaoping tinha lançado as suas Quatro Modernizações e, logo em 1979, começou a mudar radicalmente a China, e com ela, inevitavelmente, também o planeta.
A China, onde em 2007 vivia 20% da população mundial, tem sido uma nação tradicionalmente fechada às influências ocidentais. Os primeiros embaixadores europeus, portugueses por sinal, morreram em cativeiro no século XVI e nos anos 60 do século XX, durante a denominada Revolução Cultural, encerrou-se quase por completo ao Ocidente.
A partir de 1979 começou a "modernizar-se" e é fundamental, para qualquer pessoa interessada no futuro do planeta, saber como este país gigantesco, detentor da sabedoria de uma civilização com quatro mil anos, está a construir o seu novo modelo de sociedade.
Qualquer viajante "ambientalista", minimamente observador, ao percorrer a China, facilmente questionará se a Terra terá capacidades ambientais, nomeadamente atmosféricas, para suportar, cumulativamente com a degradação provocada pelo Ocidente, o crescimento urbano-industrial de cariz desordenado e poluente que este populoso país tem vindo a promover de uma forma que parece imparável, apesar de alguns acidentes de percurso. Sentirá, possivelmente, esse viajante, que estamos a viver o fim de uma era civilizacional, iniciada na Europa e nos EUA, e que o "País do Meio" (modo como actualmente os chineses designam "China"), se o mundo não encontrar alternativas para o seu actual modelo de "desenvolvimento", será talvez o grande e derradeiro palco eufórico deste festival de consumo insustentável.

A China Obriga-nos a Mudar
Uma chave para a eco-globalização
ISBN: 9789898025548 Ano de edição ou reimpressão: Editor: Esfera do Caos Idioma: Português Dimensões: 153 x 226 x 10 mm Páginas: 112 Tipo de Produto: Livro Coleção: Novos Rumos Classificação Temática: Livros  >  Livros em Português  >  Ciências Exatas e Naturais  >  Ecologia
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