Memórias de uma aldeia portuguesa, esquecida durante 48 anos pelo Estado Novo, num tempo em que o fascismo importado da Itália de Mussolini, dominava, amordaçava e explorava, os povos de uma Península Ibérica pobre e atrasada.
«Lisboa vivia um inesperado e terrível acontecimento que iria marcar a história do país, o rei D. Carlos e o seu filho mais velho, acabavam de ser vítimas de um atentado, no qual seriam violentamente assassinados a tiro.
Depois da ocorrência do regicídio, a monarquia viveria um período de cerca de dois anos de grande confusão e agitação, onde os governos se sucediam em ritmo acelerado, incapazes de encontrar soluções para os problemas da Nação.
Com a morte do príncipe D. Luís Filipe, subiria ao trono seu irmão, um jovem de 19 anos de idade, sem experiência nem dotes apropriados para o elevado cargo que iria desempenhar, num ambiente conflituoso, sujeito à influência e à intriga, no meio de uma luta feroz na defesa ou na procura de interesses vários, por parte dos seus seguidores e o confronto político com as forças de oposição à monarquia.»