Nas actuais Histórias da Literatura, poucas ou nenhumas referências existem a Catarina de Lencastre, 1ªa Viscondessa de Balsemão.
Injustamente cremos. Louvaram-na poetas como Nicolau Tolentino, Francisco Bingre, Ribeiro dos Santos, a Marquesa de Alorna ou Bocage.
Referem-na os historiadores do século XIX, reconhecendo nela os traços de um emergente romantismo ou a invulgaridade da escrita feminina.
Mas hoje não temos como a ler, dispersos que se encontram os seus poemas manuscritos.
E a História da Literatura precisa de documentos, de preferência impressos.
Por Acazo hum viajante é a narração de uma viagem. Uma viagem no tempo, planeada para resgatar do esquecimento uma autora que não devia ter sido esquecida: com mapas, roteiros, caminhos percorridos e outras linhas de indefinidas veredas...