«Um apelo poderoso para que as mulheres
se libertem de tudo aquilo que lhes foi imposto
à custa da sua saúde e da sua liberdade.»
Gabor Maté
Quantas vezes sentiu que vive para corresponder às expectativas dos outros? Quantas vezes se calou para que outras vozes sobressaíssem? Quantas vezes sufocou as suas verdadeiras escolhas?
Desde pequenas, as mulheres são ensinadas a agradar aos outros e a reprimir as suas verdadeiras emoções e desejos. A sociedade impõe papéis de «boa filha», «boa esposa», «boa mãe», que muitas vezes não correspondem à sua verdadeira essência. Para alterar esse estado, a mulher deve reconhecer as crenças e os comportamentos que a mantêm presa em ciclos de sofrimento e submissão.
Todas desejamos ser livres, porém, sentimo-nos enjauladas nas nossas rotinas, consumidas pelo medo e pela falta de valor. Para despertar e evoluir é preciso compreender profundamente quem somos. Tal implica fazer amizade com pedaços de nós que podemos não querer assumir, especialmente com a nossa dor.
Este livro poderá ser um murro no estômago, principalmente de início. E é intencional. Estas palavras têm o objetivo de inflamar e desencadear uma revolução interna. A dor advém do desmantelamento de antigas crenças e atitudes. Sentimentos de choque, pesar e perda são, portanto, naturais e essenciais para a sua transformação. Poderá ainda não se ter dado conta disso, mas é capaz de levar a cabo esta evolução. Mais do que isso, merece-a.
Se deseja tomar as rédeas da sua vida, abandonar o papel de espectadora e tornar-se a protagonista da sua própria história, este livro é para si.
O CAMINHO PARA ROMPER COM VELHOS PADRÕES. UMA JORNADA DE TRANSFORMAÇÃO RUMO A UMA EXISTÊNCIA MAIS LIVRE E AUTÊNTICA.
O Tempo da Mulher Desperta
Chega uma altura na vida da mulher
Em que ela se livra dos velhos costumes
como quem deita fora sapatos velhos
Em que rasga as listas de deveres e obrigações
E em que as expectativas irrealistas
são queimadas numa incineradora
Chega uma altura na vida da mulher
Em que a aprovação dos outros, antes valiosa,
se transforma em trocos amealhados
Em que a procura pelo outro
é substituída pela demanda por si mesma
E em que os tentáculos parentais da tradição
não mais determinam a sua essência
Chega uma altura na vida da mulher
Em que o desejo de se encaixar
na multidão se desvanece
Em que a compulsão maníaca
pela perfeição se volatiliza
E em que a obsessão por ser
considerada popular se despedaça
Chega uma altura na vida da mulher
Em que ela simplesmente diz «basta» (...)
Chega uma altura na vida da mulher
Em que, com audácia e ousadia,
ocupa a sua derradeira soberania
Em que, finalmente, se sente capaz
de reclamar o seu lugar no mundo
E em que transforma a compaixão
num inequívoco amor-próprio. (...)
Shefali Tsabary
(Poema completo no início do livro)