Este livro dá voz às gentes de cima e conta, tal como pediram, as suas histórias para que não esqueça o que passaram e conquistaram.
Pretende valorizar e permitir que no futuro se possa cohecer o passado:
«Ninguém passa o que a gente passou! Talvez, já ninguém vai passar! a gente padeceu! Ah senhora, isto agora está tudo no céu! a senhora que diga que a gente penou.»
Página 6
«Não se tinha nada! Eu, às vezes, quando me lembra esse tempo, me tranca o coração!»
Página 12
«Os que vêm nascendo não sabem nada: não sabem veredas; não sabem o que são as tradições antigas; o que é que se passou; como é que se fez; como se criou; como é que andámos por aqui nesta aldeia. Não havia estrada, não havia luz, não havia água potável nas casas, era acartada com uma coisa de madeira à cabeça. Muita coisa antiga devia voltar para trás! Tenho muita coisa para contar! Dava versos... Hoje a gente estamos numa riqueza!»
Página 16