Nesse país aconteceu um crash informático geral, que tudo arrasou como se fosse um tornado destruindo tudo à sua passagem. O país caminhava para o caos com todos os serviços públicos paralisados. Tinha chegado a uma situação tão débil, onde a vida vagueava pelos esconsos das ruas desertas, onde apenas o vento falava. Nas mortes e suicídios ninguém falava. Os governantes carregavam uma expressão melancólica de imbecilidade pedante, da mais sombria exiguidade humana com o país no precipício.
Que mais precisará o homem para ser feliz, senão aproveitar o sol da razão que ilumina o caminho e reforma a alma e o corpo, prosseguindo o seu itinerário orientado pela bússola do seu instinto criador. Esse país, levantando-se das cinzas, expiados os pecados, poderá simbolizar o regresso do homem à primitiva pureza. Haverá sempre um dia em que a erva renasce em terrenos queimados.