Os recentes estudos a decorrer na Universidade de Lisboa, denominados de Escola Ibérica da Paz, enquadrando o pensamento das universidades lusas de Coimbra e Évora à época, são um avanço no necessário discernimento sobre o pensamento político português renascentista nestas matérias teóricas, com relevante similitude ao que se debatia em Salamanca sobre o direito natural dos povos indígenas. A extensão desse interesse filosófico e académico português aos povos e às unidades políticas africanas, e não só aos índios sul-americanos como acontecia em Espanha, são também uma inovação em relação ao resto da Europa e um pilar firme deste estudo.