Vila Azul
Com prazer correspondo ao pedido do autor Rogério Paulo Moura para escrever algo sobre a obra agora publicada. Vila Azul é uma história trabalhada a preceito, um romance de assinalável bom gosto e desafiante. Interpela-nos, desde a primeira página, para as coisas boas da vida, para a necessidade de todos tentarmos dar o nosso melhor e, assim, contribuirmos para um mundo onde o viver não seja feito de apreensão, sofrimento e dor.
O autor, através da personagem Rodrigo, revela-se inflexível face ao comportamento humano desajustado, eticamente reprovável, moralmente intolerável que grassa pelas sociedades modernas. A par disto, Vila Azul é uma história de amor e saudade escrita de forma escorreita, com evidente mestria que nos obriga a ler sem cessar. Finalmente, o facto de grande parte da trama se passar na Ericeira tem, para mim, um significado especial. Com Vila Azul, revisitei a Ericeira dos idos anos setenta e oitenta do século passado, mas também a Ericeira dos dias de hoje. Afinal, e como diz o protagonista, o mar da vila é o mesmo.
O autor denota pela Ericeira um carinho muito especial. Conhece-a bem, identifica-se com a paisagem e com as gentes, reconhece-se no espírito "jagoz". Assim, através desta obra literária, o(a) leitor(a) descobrirá retalhos duma Ericeira que importa visitar, sempre. [FILIPE ABREU]
"… Enfim, um livro que escreve um livro, como o leitor compreenderá, e que elogia o amor, no sentido romântico, mas, também, no sentido fraternal e, mesmo, universal! (…) há obras de leitura recomendável e obras de leitura obrigatória. "Vila Azul" é uma obra de leitura obrigatória para todos os que seguem a célebre frase do poeta romano Terêncio - homo sum: humani nihil a me alienum puto."
[DO PREFÁCIO]