Obra Poética II
«O segundo volume da Obra Poética de Luís Serguilha é dedicado à escrita prismática, desmesurada, caotizadora, micelial e simultaneamente assignificante da dança. (…) Serguilha escolhe, no segundo volume de sua Obra Poética, um recorte profundo e arrebatador na geografia abismada da dança, signo alvoraçado e irrefreável que atravessa todos os seus escritos, impulsionando discussões teórico-poéticas em torno de microconceitos sobre o desconhecido, o alógico, a crueldade verborrágica, o ininteligível, a desumanização, as passagens de forças paramnésicas, os sintomas rítmicos, as oscilações anorgânicas, o tempo do excesso, os esgotamentos-germinativos, as dobras-lahars, os contágios angulares, as gêneses delirantes, as coexistências em formação, a animalidade turbilhonar, a histeria inatual, as fabulações mutantes, os crivos da acosmicidade, as suspensões prismáticas, as reminiscências expressivas, a mobilidade informe, o movimento das errâncias e outros vínculos composicionais que atritam sua estilização flutuante, barroca, gótica, caleidoscópica, antropofágica e estranhamente cristalina.»
Do Prefácio de Luciana Abreu Jardim